Aos pedaços...


Todo o trabalho que obtive para erguer meus muros foi-se em vão... Pouco tempo precisou para tudo desabar. Agora com eles ao chão, o que continha-se dentro esta à mostra. É sensível e delicado, um simples toque pode ser um grande estrago.

O desespero é grande para erguê-los novamente; o que se passou antes volta a acontecer como se fosse agora. Noites em claro, pensamentos abertos, raiva fluindo, orgulho ferido.

Com a procura de abrigo, foge do perigo, mas surgem os vícios... Sejam eles músicas, livros ou amigos. Depende do grau do perigo.

Se sente seguro e protegido, acalma a alma e nada se passa de ruídos. Não quer abandonar mais isso. E quanto mais se experimenta mais se quer isso. É uma droga inevitável.

Se tenta fugir, luta contra o invencível, é desgastante físico como mentalmente e emocional. Não é a primeira vez que isso ocorre, mas parece estar mais dolorido; minhas barreiras foram invadidas e agora é grande a vulnerabilidade.

É uma estranha sensação, muito ruim para quem não a quer. Mas o que posso fazer? Não posso continuar a correr riscos. Tenho que me reconstituir seja bom ou ruim. Se da primeira vez foi tudo em vão, vou fazer o correto agora então.




Pode compreender então?

Complicado não?

Meus refúgios são meus vícios.

O orgulho o princípio, querendo ou não.

Sem lágrimas pela face.

Somente o complexo incompreensível nos olhos.




Só tente entender...



;D

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