Todo o trabalho que obtive para erguer meus muros foi-se
O desespero é grande para erguê-los novamente; o que se passou antes volta a acontecer como se fosse agora. Noites em claro, pensamentos abertos, raiva fluindo, orgulho ferido.
Com a procura de abrigo, foge do perigo, mas surgem os vícios... Sejam eles músicas, livros ou amigos. Depende do grau do perigo.
Se sente seguro e protegido, acalma a alma e nada se passa de ruídos. Não quer abandonar mais isso. E quanto mais se experimenta mais se quer isso. É uma droga inevitável.
Se tenta fugir, luta contra o invencível, é desgastante físico como mentalmente e emocional. Não é a primeira vez que isso ocorre, mas parece estar mais dolorido; minhas barreiras foram invadidas e agora é grande a vulnerabilidade.
É uma estranha sensação, muito ruim para quem não a quer. Mas o que posso fazer? Não posso continuar a correr riscos. Tenho que me reconstituir seja bom ou ruim. Se da primeira vez foi tudo em vão, vou fazer o correto agora então.
Pode compreender então?
Complicado não?
Meus refúgios são meus vícios.
O orgulho o princípio, querendo ou não.
Sem lágrimas pela face.
Somente o complexo incompreensível nos olhos.
Só tente entender...
;D



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